26 de agosto de 2016

AIDS

A AIDS sigla do inglês que significa (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) é uma doença emergente, grave, causada pelo retrovírus HIV (vírus da imunodeficiência humana), que vem se disseminando desde os anos 80, atualmente considerado um dos maiores problemas de saúde pública no Brasil e no mundo.

Para ilustrar a gravidade dessa doença no mundo, podem-se ressaltar alguns dados: diariamente, 14 mil pessoas são infectadas pelo HIV e, desde o início da epidemia, 20 milhões de pessoas morreram. Em meados de 2010, a doença deixou órfãs 25 milhões de crianças.

Segundo a projeção da Organização Mundial de Saúde (OMS), 70 milhões de vidas estarão afetadas nos próximos 20 anos, caso não sejam implantadas ações eficazes para conter a doença.

No Brasil, de acordo com o último Boletim Epidemiológico, foram notificados no SINAN (Sistema Nacional de Notificação) 656.701 novos casos de AIDS, acumulados de 1980 a 2012, sendo 17 mil destes notificados apenas no período de janeiro a junho de 2012.

Os primeiros casos de AIDS no Brasil foram registrados predominantemente entre homens de maior escolaridade, gays adultos, e/ou pertencentes a grupos de risco, tais como usuários de drogas injetáveis e hemofílicos.

Passados 30 anos desde o início dessa epidemia, tem se observado na AIDS um quadro curioso, onde vem crescendo o número de heterossexuais, mulheres, e da população de maior faixa etária.

Esse aumento na transmissão no contato heterossexual pode estar resultando no crescimento da incidência de casos da doença no sexo feminino, o que caracteriza um fenômeno importante atual da epidemia.

Além do aumento significativo do número de mulheres em idade fértil infectados pelo HIV, merece atenção crescentes números de idosos portadores deste vírus, o que caracteriza o processo de envelhecimento dessa epidemia e demonstra mais uma forte mudança no perfil da AIDS no Brasil.

É importante salientar que esta transformação no panorama epidemiológico da AIDS acarreta também uma necessidade de conscientização e mudança no comportamento de todas as pessoas envolvidas na área da saúde que trabalham com o portador de HIV/AIDS.

Diante deste quadro de mudança no comportamento de transmissão da doença, a prevenção através do conhecimento se mostra ainda a maior arma para o combate ao crescimento desta epidemia no mundo.

 

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